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(ou ainda é e tá tudo bem)

Lara Jean Covey, uma adolescente de um jeito doce, calmo e reservado. Algumas garotas enfrentam o mundo com salto alto, outras com palavras afiadas. E outras que assim como a Lara Jean já esconderam seus sentimentos em uma caixa de cartas.
O ponto alto do filme para muitos é sobre o romance dela com o Peter, mas pra mim, o que grita é a luta entre o que ela sente e o que ela demonstra. Ela ama intensamente, mas guarda. E isso não é covardia – é um tipo de proteção que muitas de nós aprendemos a construir desde cedo.
"–Eu adoro ler e escrever sobre amor, mas quando é real, fica assustador.–Por que isso é assustador?–Porque quanto mais gente entra na nossa vida, mas gente pode sair."
-Lara Jean Covey
Mas quando suas cartas secretas são misteriosamente enviadas (sim, todas), ela é forçada a encarar o que mais evitava: os sentimentos reais.
Aí começa os seus maiores conflitos – que, cá entre nós, também são os de muitas por aí:
1. MEDO DE SE MACHUCAR
Lara Jean tem tanto medo de se apaixonar que evita qualquer sentimento real. Mesmo quando ela começa a gostar do Peter de verdade, ela esconde. Ela foge.
É o medo da rejeição, do abandono, de se entregar e depois não ser correspondida.
2. O MAIOR CONFLITO DE TODOS? CRESCER.
Ela precisa sair do mundo seguro que construiu e se abrir para o mundo real, com seus riscos, rejeições e amores verdadeiros.
>É lindo quando ela consegue encarar a realidade, assumindo seus erros, a responsabilidade, criando coragem de demonstrar o que sente.
3. AMOR PLATÔNICO E IDEALIZAÇÃO.
O amor que ela sente e descreve nas cartas é platônico. O que ela sentia pelo Josh não passava de fantasia. A gente deve ter cuidado com esse tipo de sentimento:
O conflito aqui é entre o conforto da idealização e a bagunça do amor real. BINGO! Lara Jean gosta de manter o controle – e amar de verdade tira isso da gente.
Vejamos, várias garotas leitoras preferem "os caras escritos por mulheres", a razão é que nos apegamos mais a imaginação do que realmente existe. Criamos cenas, diálogos, histórias na cabeça que nunca existirão, finais perfeitos que nos fazem companhia – mas que não nos movem a lugar nenhum.
E a Lara Jean tem esse medo de sair do mundo das ideias e se jogar na bagunça da vida real.
(Isso mostra ela arrumando o quarto – sabemos que não é apenas o quarto que ela tentava arrumar).
Mas no fundo, ela queria – e merecia – e quando percebe isso, tudo muda.
4. FINAL DE PURA CORAGEM E OUSADIA.
Nossa, ela dando chance ao amor do Peter se declarando – sem cartas, sem ensaios. Sem esconder o que sente.
Pela primeira vez, ela sai do mundo das ideias e vive o que sente, com coragem.
E o mais bonito é que, aos poucos, ela vai se permitindo. Vai se abrindo, vai se colocando no centro da própria história.
E isso inspira. Porque ser protagonista não é ser perfeita, nem segura o tempo todo. Ser protagonista é, acima de tudo, escolher aparecer, mesmo com medo.
É se declarar, mesmo que a voz trema. É seguir em frente, mesmo que o coração ainda esteja bagunçado.
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Talvez você também já tenha escrito cartas que ninguém viu. Talvez tenha amado em silêncio, perdoado sozinha, e ficado em dúvida se era protagonista ou só figurante na própria história.
Mas olha só: meninas como a gente também são protagonistas.
Então se hoje você estiver se sentindo muito mole, muito romântica, muito intensa: tá tudo bem. Lara Jean também já se sentiu assim, e olha o quanto ela cresceu no próprio tempo.
O mundo precisa de meninas fortes, sim. Mas também precisa de meninas doces, que amam filmes bobos, fazem listas de metas, escrevem cartas e acreditam no amor mesmo com medo.
No fundo, somos todas um pouquinho Lara Jean — e isso é lindo demais. 🌸
E Lembre-se: tem hora que a gente precisa fechar o diário, guardar as cartas e ir lá viver a nossa história — do jeitinho que ela for.



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